
Em 2025, a Plataforma Liderança com Valores concluiu seu ciclo. Em seu lugar, nasceu o Marcas que se Importam, um novo estágio na minha missão de promover uma liderança e um modelo de negócios mais sintonizados com os desafios do século 21.
Importar-se é o primeiro ato de empatia. Quem se importa traz para dentro de si a preocupação com o outro e com o planeta.
Uma marca que se importa prioriza o desenvolvimento humano, a ética, a transparência, a diversidade e a inclusão. Atua ativamente na preservação da biodiversidade, no respeito aos direitos humanos, na qualidade de vida das comunidades, na economia circular e no consumo consciente. Está comprometida com o combate às mudanças climáticas, com a justiça climática e com a inovação voltada à sustentabilidade.
Afinal, marca é muito mais do que um CNPJ. Ela se define a partir de um processo de construção coletiva, moldado pelas percepções de todos os seus públicos de interesse.
O Marcas que se Importam é um movimento pioneiro que reúne empresas, organizações e líderes mais conscientes, cuidadores, inclusivos, íntegros e ecocêntricos. Criada para dar visibilidade a histórias reais de transformação, a iniciativa destaca organizações que integram o propósito à estratégia corporativa de forma consistente, conciliando a geração de valor econômico com o impacto positivo para a sociedade.
Hoje, o movimento atua como um ecossistema vivo de conteúdo, conhecimento e conexões. Promovemos debates, pesquisas, formações, encontros de lideranças e publicações voltadas à construção de uma economia sustentável, justa e inclusiva.
Todas as experiências e histórias compartilhadas são selecionadas sob o crivo de um conselho consultivo formado por especialistas. Avaliamos critérios rigorosos como coerência, impacto social, liderança, abrangência e o alinhamento real entre o propósito e a estratégia de mercado.
Ao conectar o ambiente empresarial, a academia, a sociedade civil e grandes líderes, o Marcas que se Importam fortalece uma atuação corporativa mais consciente, colaborativa e orientada ao longo prazo.
Negócios podem gerar lucro.
E também devem gerar futuro.
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Ricardo entrará em contato para entender o contexto e avaliar como pode contribuir.
Sempre que sento para elaborar conteúdos sobre liderança para a sustentabilidade, percebo o quanto o mercado ainda se prende a planilhas, metas, métricas e cifrões. Fala-se muito sobre navegar na atmosfera corporativa ou expandir a esfera de influência das empresas. No entanto, o que sempre me inspirou nos bastidores foi a Humanosfera: o lado vivo dessa engrenagem. O lugar onde pulsa o coração das organizações, onde os líderes se humanizam e as marcas ganham alma.

Depois de anos dando aulas em diferentes escolas de negócios, percebi um padrão incômodo: o mercado está inundado de profissionais que aprendem sobre sustentabilidade como se ela fosse exclusivamente um checklist burocrático de ações.

Em 2021, transformei mais de duas décadas de experiência em um novo projeto: a Escola ESG. Idealizei esse serviço como uma universidade aberta para o mundo empresarial. O objetivo foi reunir e consolidar todas as ações de educação corporativa que desenvolvi ao longo dos anos na Ideia Sustentável. Meu propósito com a Escola é acolher e capacitar profissionais de diferentes setores, preparando-os para liderar transformações reais nos pilares ambiental (E), social (S) e de governança (G).

Em 2020, como diretor de sustentabilidade da ABRH Brasil, idealizei acriação do Fórum ESG para RHs. O objetivo central era posicionar oprofissional de Recursos Humanos como protagonista e principal agente detransformação da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), integrando essesconceitos de forma transversal à cultura corporativa e à gestão de pessoas.

Em 2016, a convite de Fernando Alves, diretor-executivo da Rede Cidadã, assumi a missão de elaborar os conteúdos sobre liderança sustentável e inspirar os educadores do programa Jovem Aprendiz Sustentável. Tenho um orgulho imenso desse projeto — ainda mais porque ele continua firme, forte e em crescimento, formando milhares de jovens todos os anos.

Educar para a sustentabilidade é um desafio tão grande que, às vezes, parece tarefa para super-heróis. Inspirado, de forma bem-humorada, em uma espécie de “Liga da Justiça” do setor, decidi criar, em 2024, uma rede de superespecialistas capazes de traduzir saberes complexos sobre questões ambientais, sociais e de governança corporativa em soluções simples e aplicáveis.

No dia 27 de junho de 2026, lancei os três primeiros livros da coleção infantojuvenil Heróis e Heroínas da Floresta (Editora Voo). Para muitos, a iniciativa causou surpresa. Afinal, criar obras para o público infantil pode parecer distante da minha trajetória dedicada aos temas adultos de sustentabilidade.

Fundei a Plataforma Liderança com Valores (PLV) em 2011, logo após o lançamento do meu livro “Conversas com Líderes Sustentáveis” (Editora Senac São Paulo). O projeto, que originalmente previa apenas um ciclo de seminários em cinco capitais brasileiras, superou as expectativas e transformou-se em um movimento inédito no país.
